Padre Paulo Ricardo alerta: duvidar do inferno pode levar à perda da salvação, segundo ensinamento cristão

Primeiramente, o sacerdote e teólogo Padre Paulo Ricardo publicou recentemente um vídeo com um tema forte e provocador: “Se você duvida do inferno, é um forte candidato a conhecê-lo de perto”. 

A reflexão, de cunho catequético e pastoral, gerou grande repercussão ao tratar de um assunto que, segundo ele, tem sido cada vez mais relativizado até mesmo dentro da Igreja.

Antes de tudo, o vídeo foi apresentado no contexto da memória litúrgica de Santa Faustina Kowalska, a grande apóstola da Divina Misericórdia. 

Nascida no início do século XX, na Polônia, com o nome de Helena, Santa Faustina teve uma vida marcada por intensa espiritualidade, obediência radical a Cristo e profundas experiências místicas.

Desde cedo, conforme recorda o padre, Faustina sentiu-se chamada à vida religiosa, apesar da forte oposição familiar. 

Segundo o relato, foi o próprio Jesus quem a impulsionou a deixar sua casa e buscar, sem qualquer garantia humana, uma congregação onde pudesse se consagrar. Assim, ela encontrou as Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde viveu até sua morte prematura, aos 33 anos.

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Experiências profundas sobre o Purgatório

Nesse sentido, Padre Paulo Ricardo destaca que Santa Faustina não teve apenas visões consoladoras. 

Além do Céu, ela relatou experiências espirituais profundas do Purgatório, de forma marcante, do Inferno. É justamente esse ponto que sustenta a reflexão central do vídeo.

De acordo com Santa Faustina, ao contemplar o Inferno, ela percebeu algo alarmante: a maior parte das almas que ali estavam era composta por pessoas que não acreditavam que o Inferno existisse. 

Para o sacerdote, essa afirmação revela uma crise de fé silenciosa e perigosa, que compromete o sentido da própria misericórdia divina.

Afinal, questiona o padre, misericórdia de quê e para quê, se não existe condenação eterna? Segundo ele, a Divina Misericórdia só faz sentido porque há um risco real do afastamento definitivo de Deus. Cristo teria vindo ao mundo exatamente para salvar o ser humano dessa perdição.

Além disso, o sacerdote chama atenção para uma realidade preocupante: bilhões de pessoas no mundo nunca ouviram falar de Jesus de forma verdadeira. 

Mesmo entre os batizados, afirma ele, muitos vivem como se o Evangelho não existisse, afastados da Missa, dos sacramentos e da vida de conversão.

Do mesmo modo, Padre Paulo Ricardo esclarece que não se trata de condenar indivíduos, mas de reconhecer o ensinamento revelado por Cristo: a salvação exige fé, arrependimento e vida sacramental. 

A banalização do pecado, segundo ele, é um dos sinais mais claros da perda da fé na existência do Inferno.

Em sua misericórdia Deus oferece meios Concretos de Salvação

Em contrapartida, o padre recorda que Deus, em sua misericórdia, oferece meios concretos de salvação. A Confissão, o arrependimento sincero e a confiança na Divina Misericórdia são caminhos reais e acessíveis para quem deseja permanecer em estado de graça.

Ainda conforme o vídeo, o sacerdote relembra episódios históricos ligados à devoção propagada por Santa Faustina, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando cidades e casas foram preservadas em meio à destruição, associadas à oração do Terço da Divina Misericórdia.

Por fim, Padre Paulo Ricardo reforça que o tempo atual é um tempo de misericórdia, mas também de responsabilidade espiritual. 

A mensagem de Santa Faustina e de Nossa Senhora em Fátima converge para o mesmo apelo: oração, penitência e conversão. Ignorar essa realidade, segundo o sacerdote, é um risco eterno.

Em conclusão, o vídeo termina com um alerta direto e pastoral: negar a existência do Inferno não elimina sua realidade. Pelo contrário, pode levar muitos a descobri-la de forma trágica. 

A proposta cristã, recorda o padre, não é o medo, mas a salvação oferecida por Jesus Cristo, a Divina Misericórdia encarnada.

 Fonte:

Vídeo do Padre Paulo Ricardo: “Se você duvida do inferno, é um forte candidato a conhecê-lo de perto”

O vídeo será inserido abaixo:











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